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Após protesto, escolas sem aulas em Charitas - Site do bairro do Fonseca

Após protesto, escolas sem aulas em Charitas

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Após protesto, escolas sem aulas em Charitas

Funcionários da Viação 1001 tiveram muito trabalho para retirar do local do protesto os destroços dos três ônibus incendiados na vésperas. Garis promoveram a limpeza da área.

Cerca de 1,3 mil alunos de escolas da rede pública estadual nos arredores do Morro do Preventório, em Charitas, ficaram sem aulas nesta quareta-feira, devido ao clima de insegurança na região, que na véspera havia sido transformada em uma praça de guerra durante protesto de moradores contra ação da PM que deixou três pessoas baleadas. As aulas foram suspensas em quatro escolas.

Cerca de 1,3 mil alunos de escolas da rede pública estadual nos arredores do Morro do Preventório, em Charitas, ficaram sem aulas.

Na ocasião três ônibus foram queimados e a polícia precisou dispersar os manifestantes com bombas de efeito moral e gás pimenta. Os veículos, completamente destruídos pelas chamas foram retirados do local pela manhã, por funcionários da Viação 1001. A fiação, que havia sido danificada provocando apagão na área, já foi reparada. Garis promoveram a limpeza da região.

A estação dos Catamarãs, que havia sido fechada por precaução, funcionou normalmente. A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que vai repor as aulas suspensas por questões de segurança nos Colégios Estaduais Matemático Joaquim Gomes de Sousa (57 alunos), Maria Pereira das Neves (477 alunos), Fernando Magalhães (616 alunos) e o Ciep 449, Governador Leonel de Moura Brizola (149 alunos).

Baleado com um tiro na barriga no interior da comunidade, Felipe de Oliveira Pinna, de 25 anos, segue internado na UTI do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, depois de passar por cirurgia.
Seu estado de saúde é considerado grave e inspira cuidados, informou a direção da unidade.

O coronel Fernando Salema, comandante do 12º BPM (Niterói), informou que a vítima foi vítima de uma bala perdida, durante uma troca de tiros entre PMs e traficantes em um dos acessos ao Preventório. Na ação, uma pistola foi apreendida pelos policiais.

Amigos e parentes de Felipe afirmaram que ele  não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e trabalhava como entregador de uma farmácia. O caso é investigado pela Delegacia de Icaraí, 77ª DP, que informou que ele tinha uma passagem por roubo a mão armada em 2011, mas já havia cumprido pena e estava em liberdade. Outras duas vítimas de balas perdidas, atingidas de raspão, não precisaram de atendimento médico.

A Polícia Civil busca por imagens das câmeras de segurança de residências ou estabelecimentos comerciais em Charitas, ou até filmagens feitas com celulares por testemunhas, que possam ter flagrado os responsáveis por atear fogo em três ônibus da empresa de ônibus.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br