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Atendimento do Heal pede socorro - Site do bairro do Fonseca

Atendimento do Heal pede socorro

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Atendimento do Heal pede socorro

Os pacientes que não apresentarem quadro grave serão encaminhados a hospitais como o Heat e a UPAs

O descaso com a saúde pública no Estado do Rio de Janeiro continua fazendo vítimas. O Hospital Estadual Azevedo Lima, localizado no Fonseca, Zona Norte de Niterói, iniciou uma paralisação parcial no seu setor de emergência na manhã do último domingo, véspera de Natal. Médicos e enfermeiros agonizam devido à falta de pagamentos dos seus salários e, portanto, tais atendimentos estão sendo realizados somente na sala de trauma e em casos de iminência de morte. Desde então, apenas 30% do total de funcionários do setor manterão a operação na unidade, voltando a operar normalmente apenas quando todos débitos forem quitados.

Os trabalhadores da unidade hospitalar, gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG) há quatro anos, estão à espera de seus salários de novembro, do 13º deste ano, e da última parcela do 13º salário ainda de 2016. Além de também não existir previsão para que recebam os provimentos deste mês de dezembro, o ISG não deposita o FGTS dos funcionários desde julho de 2016.

Os pacientes que não apresentarem quadro grave serão encaminhados a hospitais como o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat) e a Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os funcionários alegam que o governo já realizou o pagamento de seus salários ao ISG, e que, entretanto, a Organização Social (OS) não está fazendo os repasses.

“Eles descontaram, no Imposto de Renda de 2016, o 13º integral, mas ainda falta uma parcela. No sábado à noite, a emergência tinha apenas três enfermeiros. No domingo, mais um dia de muitas faltas. Não sabemos se conseguiremos atender à demanda que está por vir neste período depois do Natal, lamentou um celetista do setor da emergência, que, por medo de retaliações, preferiu o anonimato.

Ofício – O Sindicato dos Mé- dicos de Niterói e Região (Sinmed) enviou ofício ao Cremerj e também registrou queixa no Ministério Público do Trabalho (MPT) denunciando as péssimas condições de trabalho que os médicos atravessam no Heal. Segundo o presidente do Sinmed, Clóvis Abrahim Cavalcanti, “não é mais aceitável que esse tipo de tratamento do governo à classe médica aconteça”. Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde se limitou a dizer que a unidade hospitalar permanece em funcionamento. 

Fonte: http://www.ofluminense.com.br