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Minha Casa Minha Vida vira elefante branco no Fonseca

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Minha Casa Minha Vida vira elefante branco no Fonseca

Caixa Econômica já iniciou processo para contratar empresa substituta visando a conclusão da obra abandonada

Com obras paradas há cerca de um ano, o Residencial Colina, na Rua Teixeira de Freitas, no Fonseca, pode se tornar um elefante branco na  Zona Norte de Niterói. Compradores de apartamentos no empreendimento, que faz parte do Programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal, relatam que há alguns meses não conseguem contato com a construtora Imperial, responsável pela construção. A Caixa alega ter iniciado processo de contratação de empresa substituta, mas aguarda retorno de empresas interessadas. Enquanto isso, centenas de famílias seguem sem saber quando vão entrar nas casas em que investiram. 

O funcionário público Eduardo Fernandes, de 40 anos, explicou que um grupo formado por mais de 100 compradores vem tentando pressionar a Caixa para que o órgão cumpra a sua parte de responsabilidade. “Eu e minha esposa compramos o apartamento antes de casarmos, com a expectativa de nos mudarmos para lá depois do casamento. Casamos, e até agora nada. Fizemos essa negociação junto à Imperial, só que a empresa sumiu”, lamentou. 

A história do gerente Roosevelt Sousa, de 46 anos, é semelhante. Morador do Rio de Janeiro, ele fez a negociação de compra no final de 2013, com a perspectiva de sair do aluguel, e conseguir casa própria. Sonho que, até hoje, ainda não se concretizou. “Enquanto ainda tinha parcelas referentes à entrada para pagar, a empresa entrava em contato comigo com frequência. Depois disso, no final de 2014 para 2015, sumiram, sendo que a previsão de entrega era para o ano passado. As taxas de obra continuam vindo, e nosso medo é que, se pararmos de pagar, nosso nome vá para o SPC”, relatou. 

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que, “após sucessivas notificações, a construtora não retornou ao canteiro nem respondeu às solicitações do banco. Foi iniciado o processo de contratação de empresa substituta, e a Caixa aguarda propostas de empreiteiras interessadas em retomar a obra”. 

A instituição financeira esclareceu que valores já pagos à construtora deverão os ser cobrados diretamente à empresa. Após a conclusão da obra, os interessados poderão solicitar financiamento junto à Caixa e serem submetidos à análise de crédito para obter o financiamento imobiliário. A Caixa defendeu ainda que, desde dezembro/2016, os mutuários estão desonerados de realizar o pagamento das prestações durante a fase de construção, e que isso já foi informado aos clientes . Os telefones de contato da construtora Imperial não funcionam mais, e a empresa não pode ser contatada para prestar maiores esclarecimentos.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br