category: 37
category: 84
Niteroiense vive um dia especial - Site do bairro do Fonseca

Niteroiense vive um dia especial

1ff-img-20170308-wa0006-163108
Niteroiense vive um dia especial

Tripulação formada por oito mulheres ficou responsável pela travessia entre Niterói e Rio

Em Niterói a comemoração do dia internacional da mulher, nesta quarta-feira (8), foi marcada por alguns protestos silenciosos. Por toda a cidade, cartazes e faixas foram afixados em praças, ruas e postes. Na Ponta da Areia, Região Central do município, um cartaz colado trazia os dizeres “8 de março, dia de luta”. 

Próximo à faixa, folhetos foram colados em postes, alertando sobre os problemas que as mulheres enfrentam. Panfletos com frases como “As mulheres ganham menos que os homens” e “O Brasil é o 5º país com índice de feminicídio” também chamaram a atenção das pessoas nas ruas do bairro. Muitos deles também exigiam a legalização do aborto.

Na Alameda São Boaventura, no Fonseca, Zona Norte, também foram espalhados cartazes, com frases como “chega de violência contra as mulheres” no corredor viário. Nos pontos de ônibus, papéis colados nos abrigos falavam de problemas enfrentados pelas mulheres da cidade. 

Mas a data não foi marcada apenas por protestos na cidade. Passageiros das barcas foram surpreendidos ao utilizar o serviço. Ontem, das 11h às 18h, uma embarcação da CCR Barcas operou com uma tripulação exclusivamente feminina na linha Praça Arariboia-Praça XV.

De acordo com a concessionária, a equipe foi formada por oito tripulantes comandando o catamarã social, na realização de 21 viagens. A estimativa é que cerca de 6 mil pessoas tenham sido transportadas no período.

Em cada partida, os passageiros a bordo foram saudados pela comandante Fabrícia dos Santos Dias, que fez o trabalho de apresentar a guarnição escalada excepcionalmente para a data comemorativa.

Your browser does not support the video tag.

Ainda segundo a CCR, diariamente a concessionária transporta cerca de 80 mil passageiros, 44% do sexo feminino. A concessionária também esclareceu que no quadro de colaboradores possui gestora, supervisoras, analistas, agentes, atendentes, marinheiras, moças de máquina e condutoras de embarcação.

Greve – O Dia Internacional da Mulher foi marcado por paralisações de mulheres em pelo menos 30 países. A ideia era fazer uma greve geral para reforçar a importância do papel das mulheres no mercado de trabalho e na sociedade. No Brasil, movimentos feministas programaram protestos para ontem em todos os estados, mas a greve de fato não aconteceu. 

“Uma coisa é organizar uma greve em um país que tem quase pleno emprego, outra coisa são as mulheres aqui no Brasil, completamente precarizadas – a maior parte empregada no serviço doméstico, autônomas, completamente sem proteção – dizerem que vão parar”, admite Maria Fernanda Marcelino, integrante da Sempreviva Organização Feminista e militante da Marcha Mundial das Mulheres.

Para as que não puderem parar suas atividades, as organizações feministas incentivaram o protesto de outras maneiras – usando uma roupa roxa ou fazendo manifestações no próprio local de trabalho. “O importante é identificar que estamos em luta”, disse Fernanda Sabóia, da Articulação de Mulheres Brasileiras. 

Colaborou Marina Assumpção

Fonte: http://www.ofluminense.com.br